​Frênulo lingual X  Hipotonicidade de língua

     É bastante comum quando conversarmos com uma pessoa algo, automaticamente, chamar a atenção ao percebermos que algum som da fala, por ela, é transmitido de forma diferente. Como se esta pessoa não soubesse falar, por exemplo, o fonema S. Na maioria das vezes, é uma distorção fonética que, nós fonoaudiólogos, chamamos de desvio fonético. E este desvio pode ser proveniente de várias causas, dentre elas uma hipotonicidade de língua causada por hábitos viciosos como a chupeta, mamadeira e sucção digital, ou ser o frênulo lingual encurtado, mais conhecido como língua presa. E diferentemente da crença popular que todas as pessoas que não conseguem emitir os sons de forma clara, tem a língua presa, é um equívoco. Pois, tanto a hipotonicidade de língua quanto o frênulo lingual encurtado prejudicam a articulação da fala, alterando a pronúncia e a estética do som.

 

MAS, O QUE DIFERE UM DO OUTRO?
A hipotonicidade de língua, como mencionei anteriormente, ocorre devido aos hábitos viciosos. Por outro lado, no frênulo lingual, a criança nasce com a membrana que fica abaixo da língua (conhecida popularmente como freio) menor do que o normal, o que como consequência impede o órgão de se movimentar livremente.

 

TRATAMENTO
Ambos os casos contam com tratamento. Por isso, o correto é procurar o fonoaudiólogo da sua confiança para fazer uma minuciosa avaliação e assim chegar ao um diagnóstico mais preciso, para então tomar as devidas precauções ou encaminhamentos. 
Para o tratamento do frênulo lingual encurtado, o mais indicado é a frenectomia. Um procedimento cirúrgico de baixa complexibilidade, realizado por um dentista e que consiste em um “pique lingual”, em outras palavras, remoção do freio lingual. 
Já para a hipotonicidade da língua, o ideal é o tratamento fonoterápico intensivo para reabilitação de tônus e posição de língua.

 

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